
Todos dos dias buscamos alguma coisa.
Quando eu estava querendo fazer a cirurgia, buscava a eterna vontade de ser magra.
Quando entrei no hospital e deitei naquela maca, buscava o fim da ansiedade e acordar operada.
Quando acordei da cirurgia, busquei remédios que me tirassem a dor.
Quando voltei para casa, busquei o término das 8 semanas para poder comer.
Quando pude comer, buscava constantemente o bem estar e a vontade de não vomitar.
Quando pude comer de tudo, busquei a força de vontade, para me controlar e ser alguém saudável.
E hoje, o que busco? Busco meu peso idel, felicidade plena, e etc.
Nunca estamos satisfeitos plenamente.
Essa noite, fiquei com a minha amiga no hospital, e depois de tanto conversar chegamos a conclusão que a gente judia demais do nosso corpo, e não damos valor á nada.
Simplesmente, antigamente a gente abria uma latinha de refrigerante e virava quase toda, matando aquela vontade e dizendo: "Ahhhhhhh". Quanta judiação, pois nos primeiros dias de pós operada, eu não conseguia nem tomar goles de água.
E quando íamos ao burguer King? Comer de tudo? Hoje, não consigo nem olhar pro lanche.
Não damos valor à coisas que temos aqui sem precisar ir muito atrás. Água, frutas. O nosso país é rico em frutas. Lá fora, uma banana, apenas uma banana custa 5 dólares. Aqui, o cacho você não paga nem 4 reais.
E mesmo assim, vivemos indo no Mc, ou no Burguer King.
O propósito do post de hoje é para que a gente possa ver que a cirurgia mudou nossas vidas, e pra muito melhor. A gente reclama de muita coisa, mas esquece de olhar para trás, e ver que já estivemos em situações piores, e nos saímos bem.
Queria agradecer a Camila, que sempre comenta aqui no blog, e disse uma coisa que me deixou mega orgulhosa: hoje, ela sabe escolher o que a deixa mais à vontade para comer e com o que ela se sente bem, e não apenas come porque todo mundo ta comendo.
Todos nós temos a nossa fase de desespero, mas passa.
A vida não teria nenhum sentido, se não fosse essa ETERNA BUSCA.